Casa vazia, salas silenciosas,
Os lençóis jogados no chão
De madeira manchada.
Cobertores bagunçados,
Gavetas reviradas, chão sujo.
Ainda há um espírito que vaga,
Mas lentamente caminha
Em direção ao saguão,
Porta de entrada.
E toda a sujeira do lugar,
Trambolhos inúteis.
Lembranças voam,
Livres flutuam em cada móvel,
Grudam em cada parede branca,
Tornam tudo colorido, escuro.
Amáveis lembranças,
Deixaram dançando sem música
A dançarina desengonçada.