Vaidade, eu tenho a minha, a perdida, a saída, a vadia. Aquilo que tudo toca, toca no coração, na ferida, na boca, nos lábios, beijos tão distantes e tão desejados, toco outros lugares também. Sou a puta, a meretriz, a feminista queimando sutiãs na praça, sendo queimada viva por uma corrente de desculpas esfarrapadas. Sou o casamento entre a terra e o céu, o anjo caído, não sou esposa de ninguém e amo minha vida do jeito que é. Sou de mim mesma, da noite, das mentiras sujas e da agonia, da folia da madrugada, que me faz viver e querer mais uma garrafa de vinho no final da noite, sou das orgias. Não que demonstre, mas sei que parte de mim é, que parte de mim é instável, é rebelde, quer roubar os corações alheios, assaltar a loja de jóias da cidade, sentir, rir, ser um animal livre de pudores. Humilhar as idéias que não me agradam, rir, rir, rir tão alto. Cortar o ar com uma gargalhada que cause choro, horrores nos rostos alheios. Quero usar a maquiagem mais aterrorizante: Nenhuma maquiagem. Eu pago a minha conta, eu mando na minha vida, eu faço o que bem entendo, não tenho apenas a esquina como companheira, mas o mundo todo, o tempo todo, a vida inteira, e meu vibrador no início da manhã.
Essa é a Amanda que mais gosto